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DeVIR na
Horta da Areia

DeVIR na Horta da Areia é um projecto dirigido à comunidade, que há muito queríamos desenvolver, e que foi selecionado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação "La Caixa", num universo de 130 candidaturas a nivel nacional, para ser apoiado no âmbito do Programa PARTIS & Art for Change, numa parceria entre a DeVIR, Fundação Victor Reis Morais / Centro Comunitário da Horta da Areia e a Autarquia de Faro. Esta actividade será implementada durante um período de 3 anos, entre 2021 e 2023.

Identificámos 2 grupos de mulheres que habitam em Faro. Mulheres comuns, atentas e com interesse na área das artes performativas, mulheres que conhecemos como parte do público do CAPa, e um outro grupo, o das mulheres que vivem em condições pouco favoráveis mais diferenciadas não só pela sua condição mas sobretudo pelo lugar que habitam - o Bairro da Horta da Areia. A todas queremos proporcionar UM LUGAR, espaço e tempo, uma opportunidade de interromper voluntáriamente as suas vidas, desafiando-as a torná-las mais completas e satisfatórias. A noção é improvável mas justifica-se.

Oficina de Criação
com Joana Manuel e Cláudia Jardim
15 e 16 Setembro 2021
29 e 30 Setembro 2021
CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve
acção dirigida às participantes do projecto comunitário DeVIR na Horta da Areia


Para lá da linha do comboio, para cá da linha do comboio. Se inventarmos um comboio que ali passa, esse comboio existe mesmo que ninguém o veja passar? A linha do comboio são apenas carris ou traça uma fronteira entre Faro e a Horta d’Areia? Se cada cabeça é um universo, quantos universos paralelos temos aqui, entre todas nós, do lado de cá e do lado de lá da linha do comboio? Quantas carruagens sonhadas passam na linha vazia até que surja o primeiro comboio da manhã nesta realidade commumente aceite como partilhada? A invenção é uma mentira? Um conceito não é uma invenção? O respeito, o poder, a liberdade, não são conceitos que se sentem no corpo? E se se sentem no corpo, há alguma dúvida de que são verdades? Onde estariam hoje as nossas verdades se nada se tivesse inventado desde o início dos tempos? Em que parte dos corpos, dos dois lados da linha do comboio, vibram as verdades, as mentiras, as nossas projecções do outro e de nós mesmas? Até Dezembro vamos descobrir carris paralelos, carris que se interseccionam, vamos talvez até instalar carris novos onde possam circular composições que ainda não sonhamos. Vamos projectar-nos, revelar-nos, respeitar a verdade nas mentiras e inventar a liberdade nas verdades que nos condicionam, que nos identificam, que nos marcam. Vamos? Talvez. Ou talvez estejamos, para já, apenas a inventar aquilo que ainda não sabemos: o que traz consigo cada uma das mulheres de Faro com quem queremos viajar pelos carris que juntas consigamos instalar por cima da fronteira.

Joana Manuel nasceu em Oeiras em 1976. Licenciou-se em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa, onde veio a leccionar o módulo de Voz no arranque da licenciatura em Jazz, foi membro do Coro Gulbenkian durante oito anos, mas depois meteu-se nos teatros e nunca mais saiu. Em 2011/12 e 2017/18 foi professora de Voz no Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora. Desde 2001 tem trabalhado como performer, co-criadora e/ou preparadora vocal, com Fernando Gomes, Ricardo Pais, Caroline Petrick, Sérgio Godinho, Olga Roriz, Giorgio Barberio Corsetti, Nuno M Cardoso, Nuno Carinhas, Fernanda Lapa, Victor Hugo Pontes, JP Simões, Ensemble Companhia de Actores, Teatro Cão Danado, Kevin Blechdom, Rui Galveias, Teatro Cão Solteiro e Teatro Praga. Pelo meio metem-se também participações em televisão e cinema, dobragens, locuções e narrações, a banda ‘Fungaguinhos’ (para a bicharada) e duas encenações para o estúdio de ópera do Instituto Gregoriano de Lisboa. É vocalista do grupo ‘el Sur’, que lançou em 2020 o álbum “Todas as sombras”. Em 2016 teve a sorte de encontrar o Nuno Moura, que lhe quis editar dois textos na boa companhia da Douda Correria, e por aí andam “O Espelho Invertido e Outro Texto”, com uma capa linda da Beatriz Bagulho. Gosta de ler em voz alta. E em voz baixa também.

Cláudia Jardim nasceu em Lisboa, em 1977. Trabalhou na Companhia de Teatro Sensurround, em encenações de Lúcia Sigalho (A Birra da Viva, Dedicatórias, Psicopata Apaixonado, Fora De Mim, Viagem à Grécia, Capriiiicho, O Cerejal e Kizomba), no Teatro da Cornucópia em encenações de Luis Miguel Cintra (Filodemo e Um Homem É Um Homem) e de Ricardo Aibéo (Duas farsas Conjugais). É membro do Teatro Praga, desenvolvendo aí o seu trabalho como criadora e intérprete. Para além disso tem estabelecido mais recentemente uma parceria criativa com Patrícia Portela (Anita Vai A Nada, Jogo das Perguntas, Fábulas Elementares). Destaca ainda a tradução de Quarteto de Heiner Müller e diversos workshops dirigidos no Teatro Viriato, no Fórum Dança e CNB e com associações como A Avó Veio Trabalhar, Universidade Terceira da Idade da Junta de Freguesia da Misericórdia, Mais Skillz, entre outras. Colabora regularmente com os artistas plásticos Vasco Araújo, Javier Nuñez Gasco e João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira (Palhaço Rico Fode Palhaço Pobre).

9 e 10 Dezembro 2021
16 e 17 Dezembro 2021

3 e 4 Novembro 2021
17 e 18 Novembro 2021

06 e 07 Outubro 2021
20 e 21 Outubro 2021

15 e 16 Setembro 2021
29 e 30 Setembro 2021

workshop de Fotografia
com Elisabete Maisão
26 Maio 2021 - 14h30
26 Maio 2021 - 19h30
CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve


Sessão 1

- Apresentação do percurso da fotógrafa, desde a moda até ao trabalho documental, com especial enfoque nos campos de refugiados;
- O que é a fotografia e diferentes usos desta ferramenta;
- Fotografia documental, o seu uso e sua importância no papel de captar diferentes realidades e culturas;
- Questão ética na captura e divulgação de imagens na fotografia documental;
- Regras básicas de como fotografar, luz, enquadramento, composição, foco. Assunto, retrato, paisagem, etc.

Elisabete Maisão fotógrafa e activista. Iniciou a sua carreira na fotografia trabalhando em revistas e eventos de moda e, em 2006, abriu o seu próprio estúdio, Nouvelle Photo. Em 2008 mudou-se para Amsterdão, onde trabalhou no "EYE - Film Institute of Netherlands" e estabeleceu-se como freelancer, continuando a dar formação em fotografia. Em 2011 inaugurou uma nova fasr de trabalho, viajando e documentando o dia-a-dia de diferentes culturas, trabalho esse que resultou no seu primeiro livro, "Turning the wheels - Nepal". No final de 2012 trabalhou como fotojornalista no Rio de Janeiro. De volta à Europa envolveu-se com o grande tema: "a crise dos refugados". Entre 2015 e 2016 percorreu inúmeros campos de refugiados da Europa e do Médio Oriente, trabalhando como fotógrafa e voluntária. No Líbanos orientou workshops de fotografia para crianças, o que esteve na origem do projecto HOPEN. Em 2017, de volta ao Rio de Janeiro, realizou uma residência artística na Casa Rio, que resultou na exposição "Na Rota dos Refugiados" e levou-a a desenvolver o projecto HOPEN em Roraima, com refugiados indígenas provindos da Venezuela.

workshop de Filosofia Prática
com Laurinda Silva
5 Maio 2021 - 19h00
11 Maio 2021 - 15h00
CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve


Realização de exercícios teórico-práticos, introduzindo temas como identidade, respeito, empatia, discriminação, preconceito, questões de género, desejos/sonhos, empoderamento e liberdade.

Laurinda Silva natural de Oliveira de Azeméis, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Braga da Univ. Católica Portuguesa, em 2004. Desde 2007 coordena o projecto Enteléquia - Filosofia Prática, um projecto educativo de divulgação e prática da Filosofia em contextos específicos. Tendo recolhido formação específica em vários seminários nas instituições como o Institute for the Advancement of Philosophy for Children, Montclair State University - New Jerdey (com Maughn Gregory e Megan Laverty), Institut de Pratiques Philosophiques (com Oscar Brenifier). Actualmente é Mestranda em Filosofia para Crianças na Universidade dos Açores. Tem desenvolvido o seu trabalho na área de Filosofia para Crianças e na formação de adultos na mesma área, via sessões de pensamento e workshops sendo facilitadora de Filosofia para Jovens e professora de Filosofia no ensino secundário.