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and still we move
Joana Castro e Maurícia Neves
Portugal

E ainda assim nos movemos. A fragilidade enquanto potência, enquanto lugar poético, é o ponto de partida para uma performance que surge da vontade de deslocar o campo privado para o público. As coreógrafas e intérpretes Joana Castro e Maurícia Barreira Neves questionam e reconfiguram a relação entre ambas tendo como base fotografias de arquivo pessoal de uma relação que encontrou o seu fim. A imagem como lugar de projeção e de construção. A relação entre os corpos fotografados é reabitada ou talvez não, mas nesta experiência mutante entre o passado e o presente a perceção dessas mesmas imagens transforma-se e ganha novos contornos nos corpos das duas artistas. (Des)(re)construindo-se noutras formas de existência, entre a efemeridade e o prolongamento do gesto, a performance convoca um espaço de profunda intimidade quase suspensa, que responde à velocidade do mundo lá fora. O isolamento social a que foram sujeitas, redefiniu a fala, o olhar, o toque e as emoções. Como defende Judith Butler: “o ‘eu’ não tem história própria que não seja também a história de uma relação – ou conjunto de relações – com um conjunto de normas”. “Uma peça auto-biográfica e política”, descrevem Joana e Maurícia, que dialoga entre o concerto, a dança e a performance. Esta é a nova criação de duas artistas que têm vindo a colaborar continuamente desde 2018.