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youtopia
Gustavo Monteiro
Portugal

“Youtopia” é um encontro numa existência inautêntica, regulada pelo totalitarismo digital e tecnológico. Youtopia é uma distopia. Dois indivíduos desapaixonados pelo livre arbítrio acham-se em lugar delirante a encenar na cópia e na imitação, a ecoar na originalidade e autenticidade mundana. Questões como a identidade, autenticidade, originalidade, propriedade intelectual, apropriação, direitos, plágio, ética e livre arbítrio são abordados nesta prática de composição coreográfica.

Youtopia é ficção, é uma práxis, é um jogo, é um futuro mais ou menos próximo, é uma sátira, é um manifesto futurista, é espontânea, é um absurdo, é isto e é aquilo que quiser ser, uma vez que, como um pirata, vai saquear alusões aos mais variados territórios de interesse disponíveis na plataforma de arquivo online Youtube.

the play of youtopia:

• arisen my senses
• the gate
o tabula rasa
 body memory
 paradisia
 future forever

“Vivemos numa cultura de autenticidade que, de muitas maneiras, é obcecada pela veracidade e sinceridade. (...) A atual cultura da veracidade, esclarecida autenticidade e integridade radical - ou o desejo por ela, ou a expectativa dela - modificam ocasionalmente a velocidade diabólica. Focalizando no desejo contemporâneo pela autenticidade, pretende-se questionar e "desconstruir" através de uma estratégia de reversão bastante transparente o tópico dos ideais da originalidade e, abertamente imitar e até mesmo plagiar - sarcasticamente ou não - imagens de antepassados artísticos ou da cultura de massas.”

Rudi Laermans, On Rousseau, self expression and the culture of authenticity