18 a 31 ago 2025
residência de criação/laboratório jovens dos 16 aos 24 anos
Centro de Artes Performativas do Algarve
apresentação pública
no CAPa
30 ago (sab) 21h
antigonae
Mónica Calle
Portugal
direção Mónica Callea
poio dramaturgico Patrícia Brüheim e José Miguel Vitorino
participação de Alex Calle, Anna Rejlek, Daniela Veiga, Davide Jori, Guilherme Cardoso, Inês Costa, Inês Vilão, José Rodrigues, Júlia Valente, Kai Pinto, Laura Chubarova, Maria Madeira, Natacha Esteves, Rafael Santos e Rosa Leão
gestão de produção Sérgio Azevedo
produção Casa Conveniente/Zona não vigiada
residência @devircapa
apoio República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção Geral das Artes, Fundação GDA, Fundação Calouste Gulbenkian
Antigonae é uma ópera em cinco atos – com tradução alemã de Friedrich Hölderlin – criada em 1949 pelo compositor alemão Carl Orff, baseado na tragédia de Sophocles Antígona, que trata a coragem de uma jovem adolescente em opor-se e reagir contra uma decisão arbitrária do sistema. A Antígona, de Sophocles, segundo George Seitner é um dos atos duradouros e canónicos no interior da nossa consciência filosófica, literária e política. As diferentes interpretações ao longo dos tempos continuam a dar forma ao nosso sentido de nós próprios e do mundo, dramatiza a interpretação do íntimo e do público, da vida individual e da vida histórica.
A peça gira em torno da imposição política que pesa sobre o espírito individual, em torno da violência que a transformação social e política insinua na interioridade do ser. Polariza elementos essenciais do discurso sobre o homem e a sociedade, tal como este tem sido articulado ao longo da história do ocidente. Aborda os sobressaltos da juventude confrontada com imperativos de poder arbitrários, as irrupções quotidianas anárquicas e utópicas contra a superfície polida do realismo e das soluções da facilidade da rotina.
O trabalho a partir da ópera de Orff permite desenvolver um objecto performativo focado na ideia de coro, eixo da combinação de música e dança.
Mónica Calle, com o apoio dos atores Patrícia Brüheim e José Miguel Vitorino e profissionais de reconhecido mérito nas áreas de música, artes visuais e áudio-visual, propõe desenvolver um trabalho articulado com componente de formação com jovens e adolescentes do ensino especializado em dança e música para pensarem em conjunto no objeto artístico performático, juntando a dança, a música, o vídeo e fotografia, as artes visuais, o pensamento sobre o território e o teatro num debate criativo acerca do papel dos mais jovens na sociedade, com enfoque nos temas base destas atividades de workshop-espetáculo:
Como será que os mais novos, neste caso jovens dedicados à música e à dança, podem, a partir de materiais e obras de autores clássicos (que não são, à partida, os seus) conseguir olhar e trabalhar sobre uma transformação? Como conseguem entender e problematizar a sua realidade, do presente e do seu futuro? Que papel é ou pode ser o seu? Sobre o poder de analisar. Sobre o poder de contestar, mas também de preservar, numa ideia de futuro. Estimulando a autonomia e a capacidade de intervir através das artes nas suas diferentes valências. Inovadora e urgente nesta atualidade conflituosa.