textos de
André Barata, Pedro Eiras, Viriato Soromenho – Marques
caderno d’Outra maneira
portugal
Festival encontros do DeVIR
ciclo d’ Outra maneira
“Passividade e alheamento são palavras que parecem não fazer sentido quando vivemos num Mundo a caminhar para o desastre. No entanto, a realidade é estranhamente outra. Deve haver alguma razão…”
No ciclo d’Outra maneira 2024, tal como em anteriores edições do festival encontros do DeVIR, continuaremos a abordar questões relativas à ecologia integral, com destaque para as mutações climáticas e emergência ecológica, convidando criadores das áreas da dança, da música, do teatro e da escrita.
André Barata, Pedro Eiras e Viriato Soromenho – Marques são os escritores convidados este ano a contribuírem com pequenas reflexões sobre a necessidade e a urgência de se pensar e fazer d’Outra maneira, partindo da frase supracitada.
Os seus texto incorporaram um pequeno caderno, que foi distribuído em todos os espetáculos do ciclo d’Outra maneira 2024.
«Fazer diferente: outra maneira de habitar a Terra»
Viriato Soromenho-Marques
A primeira vez que escrevi sobre um tema relacionado com a crise global do ambiente foi em 1976. Se compararmos a Terra de 1976 com o nosso mundo de 2024, podemos considerar que mudámos de um planeta exuberante para outro mais depauperado. (…)
(…) Só a nossa ação concertada, fazendo a diferença de modo diferente, poderá transformar a incerta possibilidade evolutiva numa realidade que satisfaça plenamente, a necessidade ecológica de uma ética da comunidade-da-terra. Só isso nos poderá abrir caminho, com alento e esperança, para um novo modo de habitar a Terra.
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«O ponto de vista dos pássaros»
Pedro Eiras
Go, go, go, said the bird: human kind cannot bear very much reality. T. S. Eliot, Four Quartets
Vivemos num mundo ameaçado, e não sei se as artes o podem salvar. Mas elas podem, sim, salvar-nos da linguagem única, da narrativa obrigatória; podem inventar linguagens dentro da linguagem, mostrar que há outras maneiras de escrever, esculpir, dançar. Não suportamos «very much reality»? Talvez as artes sirvam ao menos param isto: inventar para nós realidades habitáveis. Talvez as artes nos concedam, por alguns instantes, o ponto de vista dos pássaros.
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«Sermos contemporâneos esboço para um manifesto poético-político»
André Barata
Temos feito tudo o que queremos do mundo e, no entanto, o pensamento que nos domina é o do fim do mundo. O que parece paradoxo deve, na verdade, ser lido como explicação. O pensamento deveria ser o de que não podemos fazer tudo do mundo, seja do mundo social, do planeta, da maneira como nos relacionamos com o tempo e com o espaço. Abstivéssemos de querer dominar o mundo e não precisaríamos de dominar melhor o seu fim. (…)
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